“O Canto Erótico do Cavalo”: Violência e transgressão na poesia de Yêda Schmaltz
Palavras-chave:
Yêda Schmaltz, Erotismo, Violência, CavalgadaResumo
Este estudo desenvolve considerações sobre os poemas “Visão” e “Cavalgada”, de Yêda Schmaltz, pertencentes ao livro A alquimia dos nós. Os poemas representam a violência erótica através da simbologia do cavalo e da cavalgada. Nossa leitura parte da hipótese de que tais textos parodiam o poema “Meu sonho”, de Álvares de Azevedo, e incorpora a crítica que Antonio Candido empreendeu aos versos do poeta romântico, no ensaio “Cavalgada ambígua”. A tonalidade ambígua é dada através da analogia do trote e das características físicas do cavalo com a impetuosidade do desejo carnal. O termo “cavalgada” tem corrompido seu sentido primeiro, de passeio sobre um cavalo, para assumir a condição de entrevista sexual. O aporte teórico norteador do estudo reside sobre as teorias de Georges Bataille (1988), Michel Foucault (2013) e Linda Hutcheon (1989).Downloads
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