DEFICIÊNCIA E PCD NA LITERATURA GEOGRÁFICA BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.31668/br2pas91Palavras-chave:
Geografia; Pessoa com Deficiência; Inclusão Social.Resumo
Nas últimas décadas, as pessoas com deficiência têm se tornado objeto de pesquisa para cientistas de distintas áreas. Esses estudos buscam evidenciar as situações críticas enfrentadas por esse grupo social, com destaque para os desafios relacionados à sua inclusão social. Neste trabalho, buscou-se analisar o conceito de pessoa com deficiência ao longo dos períodos históricos até a atualidade, enfatizando os movimentos de reivindicação de direitos, especialmente no âmbito da literatura geográfica. A pesquisa foi desenvolvida por meio de métodos qualitativos, com revisões bibliográficas e análises de legislações nacionais e internacionais. A análise histórica evidenciou que a compreensão sobre a deficiência evoluiu de uma visão assistencialista e médica para uma perspectiva social e de direitos humanos, especialmente após a Convenção da ONU de 2006. No campo da Geografia, observou-se um crescimento das pesquisas que tratam da relação entre território, acessibilidade, mobilidade e desigualdades vivenciadas pelas pessoas com deficiência. Esses estudos revelam que o espaço geográfico pode tanto incluir quanto excluir, dependendo das políticas e práticas adotadas. Conclui-se que a trajetória histórica das pessoas com deficiência no Brasil demonstra avanços importantes, mas também revela permanências de desigualdades estruturais que limitam sua plena cidadania. A literatura geográfica contribui de forma decisiva ao evidenciar como o espaço é produzido e apropriado de maneira desigual, reforçando a necessidade de políticas públicas que considerem a acessibilidade como elemento central do planejamento territorial.
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