UM RELATO SOBRE A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
Resumo
O artigo apresenta uma leitura do processo de institucionalização da inclusão de pessoas com deficiência
na Universidade Estadual de Goiás (UEG), na perspectiva dos marcos legais e políticos da educação inclusiva no
Brasil, em especial da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Parte-se do
entendimento de que a universidade, enquanto instituição formadora e produtora de saberes, é atravessada por
disputas epistemológicas e políticas que condicionam suas práticas de ensino, pesquisa e extensão. A partir de uma
abordagem documental e descritiva, o estudo analisa dados institucionais referentes à matrícula de estudantes com
deficiência no Instituto Acadêmico de Educação e Licenciaturas (IAEL/UEG), confrontando-os com indicadores
nacionais do Censo da Educação Superior (MEC/Inep, 2022) e da Educação Básica (2023). Os resultados revelam
avanços normativos e iniciativas pontuais, mas também fragilidades na consolidação de políticas de inclusão como
eixo estruturante da universidade. Destaca-se, ainda, a ausência de transparência na divulgação pública dos dados
sobre inclusão, entendida como expressão de uma lacuna político-institucional que ofusca a visibilidade social e o
reconhecimento das diferenças. A efetivação da inclusão exige não apenas diretrizes legais, mas uma
transformação cultural e epistemológica na própria concepção de universidade — uma universidade do encontro,
comprometida com a justiça social, a diversidade e a produção coletiva de saberes.
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