A ESCRITA DAS MARCAS NO LIVRO DO DESASSOSSEGO

Autores

  • Joyce Scoralick Silvestre Mestranda em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora

Palavras-chave:

Desassossego. Marcas. Subversão da linguagem.

Resumo

O presente trabalho visa a analisar na obra Livro do Desassossego - a que Bernardo Soares chamou “biografia sem fatos” - elementos que configurem uma escrita que responda às marcas da experiência na vida do escritor. O melancólico, a partir do que sofre, perde certa força de ação e sua saída é a escrita. Escrever a partir da melancolia e da depressão não se configura como bandeira: é a escrita como tratamento. A sintaxe será, então, a definidora daquilo que será lido. Obedecendo à doxa gramatical, só se conseguiria alcançar um nível talvez prosaico demais para a multiplicidade e profundidade (talvez infinitas) daquilo que nos devêm; por isso se faz necessário cavar uma língua estrangeira na própria língua e escrever fora da norma gramatical, para que essa literatura fuja desse padrão e consiga ser resposta aos desassossegos.

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Publicado

22-05-2014

Edição

Seção

Pesquisadores/Pesquisadoras

Como Citar

A ESCRITA DAS MARCAS NO LIVRO DO DESASSOSSEGO. Ícone - Revista de Letras (ISSN 1982-7717), [S. l.], v. 13, n. 1, p. 1–10, 2014. Disponível em: https://revista.ueg.br/index.php/icone/article/view/2561. Acesso em: 27 set. 2026.