DIREITOS HUMANOS E PRISÃO: construção cultural e disputa de racionalidades
DOI:
https://doi.org/10.31668/jgk4qm65Palavras-chave:
Direitos Humanos, Prisão, Defensores(as) dos Direitos Humanos, Irracionalidade PunitivaResumo
Este artigo reflete sobre os direitos humanos como racionalidade de
resistência à irracionalidade punitiva presente no ambiente carcerário
brasileiro. Argumenta que os (as) defensores (as) dos direitos humanos (DDHs)
são atores-chave no desafio à cultura da violência e desrespeito aos direitos
fundamentais de todas as partes interessadas no sistema penal. Para validar
essa afirmação, lança luz sobre o significado das ações de DDHs para a
resistência e as lutas pelos direitos e múltiplas dignidades dos atores e atrizes
do mundo carcerário. Em seguida, propõe que as pessoas defensoras dos
direitos humanos devem ouvir as vozes dos mortos enquanto enfrentam a
irracionalidade punitiva, uma vez que essas vozes ecoam e denunciam
persistentes violações de direitos humanos. Nesse sentido, apresenta os direitos humanos como uma estratégia abolicionista para superar o sistema
penal e sua irracionalidade punitiva. Por fim, é apresentada uma breve
conclusão.
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