Por uma geopoética do território
caminhos sensíveis e resistências contra-hegemônicas
Palavras-chave:
Geopoética, Narrativas não-hegemônicas, Sentipensar, Saberes popularesResumo
No contexto das discussões contemporâneas sobre a construção de uma ciência a partir dos saberes populares, das territorialidades e da necessidade de uma relação íntima com a Terra, a geopoética emerge como um caminho. Idealizada por Kenneth White, essa teoria-prática oferece uma forma interdisciplinar e sensível de repensar nossa relação com o mundo. A geopoética promove a produção de conhecimentos a partir do lugar, das experiências, dos modos de vida dos sujeitos e de seus territórios, tecendo caminhos para sentipensar a Terra. O objetivo é demonstrar como a geopoética pode subverter narrativas dominantes, valorizar subjetividades e contribuir para uma visão inclusiva e plural dos espaços habitados. A metodologia utilizada é qualitativa, baseada em uma pesquisa bibliográfica exploratória. Os resultados indicam que a geopoética permite acessar simbolismos e significações inerentes às paisagens, valorizando a diversidade e a participação ativa das comunidades na construção de suas histórias e identidades territoriais.
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