A MESA GOIANA NO OITOCENTOS:
UMA IMERSÃO NA LITERATURA DE VIAGEM DE SAINT-HILAIRE
DOI:
https://doi.org/10.31668/g4g5x205Palavras-chave:
Fome, Goiás, Saint-HilaireResumo
O artigo promove uma análise sobre a dieta alimentar da população goiana na primeira metade do Oitocentos. Com ênfase nas camadas mais empobrecidas, defende a tese de que a carestia alimentar ‒ fome ‒ sempre esteve no cotidiano, comprometendo a possibilidade de uma vida minimamente aceitável para a maioria das pessoas. Sobre o repasto, a pesquisa apresenta algumas das consequências de uma alimentação insuficiente, o que resultou em uma quantidade considerável de doenças, que foram responsáveis por inúmeras mortes dentro do território. Transitando entre a fome e a incidência das enfermidades, o artigo se vale de uma revisão da literatura especializada sobre o território goiano. Inicialmente, procura compreender a inserção da tese da decadência na historiografia no decorrer do século passado e a
recepção da tese e os seus desdobramentos na produção historiográfica mais recente. Entre as possibilidades, uma consideração sobre o modo no qual a insuficiência alimentar esteve presente na literatura de Saint-Hilaire. O naturalista se utilizou da constatação da fome para reforçar a tese da decadência existente na Província. Nas últimas décadas, pesquisas importantes da historiografia têm apresentado uma consideração similar, demonstrando que a fome marcou presença na mesa goiana do Oitocentos.
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