ECOS DO SILÊNCIO NAS PRODUÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE ESTUDANTES ADULTOS AUTISTAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA
DOI:
https://doi.org/10.31668/bhej5j74Palavras-chave:
Autismo adulto, Neurodiversidade, Silenciamento epistêmicoResumo
Por que as vozes de adultos no Espectro Autista (TEA) permanecem quase ausentes no discurso acadêmico brasileiro sobre a educação superior? Esta revisão sistemática, estruturada como estado do conhecimento, mergulha nessa questão, mapeando criticamente a escassa produção científica nacional sobre as vivências de pessoas autistas no contexto universitário. Analisando artigos publicados entre 2000 e 2025 em periódicos brasileiros de educação especial e inclusiva, classificados entre Qualis A2 e B4 pela CAPES, e utilizando descritores como “adulto autista” e “autista adulto na educação superior”, o estudo revelou um número reduzido de trabalhos. Essa lacuna expõe um silenciamento epistêmico que marginaliza um grupo cuja inclusão desafia as estruturas acadêmicas tradicionais. Barreiras como rigidez institucional e insuficiência de preparo docente contrastam com iniciativas promissoras, como os Núcleos de Acessibilidade, que apontam possibilidades concretas de transformação. Ao propor a inclusão das perspectivas das próprias pessoas autistas como coautoras do saber, este artigo convida leitores, pesquisadores e educadores a questionarem os silêncios da universidade brasileira e da produção científica, bem como a explorarem caminhos para uma inclusão que reconheça e valorize a neurodiversidade.
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