DEFICIÊNCIA E PCD NA LITERATURA GEOGRÁFICA BRASILEIRA

Autores

  • Siméia Dias Santana Peres Universidade Federal do Tocantins
  • Adão Francisco de Oliveira Universidade Federal do Tocantins

DOI:

https://doi.org/10.31668/br2pas91

Palavras-chave:

Geografia; Pessoa com Deficiência; Inclusão Social.

Resumo

Nas últimas décadas, as pessoas com deficiência têm se tornado objeto de pesquisa para cientistas de distintas áreas. Esses estudos buscam evidenciar as situações críticas enfrentadas por esse grupo social, com destaque para os desafios relacionados à sua inclusão social. Neste trabalho, buscou-se analisar o conceito de pessoa com deficiência ao longo dos períodos históricos até a atualidade, enfatizando os movimentos de reivindicação de direitos, especialmente no âmbito da literatura geográfica. A pesquisa foi desenvolvida por meio de métodos qualitativos, com revisões bibliográficas e análises de legislações nacionais e internacionais. A análise histórica evidenciou que a compreensão sobre a deficiência evoluiu de uma visão assistencialista e médica para uma perspectiva social e de direitos humanos, especialmente após a Convenção da ONU de 2006. No campo da Geografia, observou-se um crescimento das pesquisas que tratam da relação entre território, acessibilidade, mobilidade e desigualdades vivenciadas pelas pessoas com deficiência. Esses estudos revelam que o espaço geográfico pode tanto incluir quanto excluir, dependendo das políticas e práticas adotadas. Conclui-se que a trajetória histórica das pessoas com deficiência no Brasil demonstra avanços importantes, mas também revela permanências de desigualdades estruturais que limitam sua plena cidadania. A literatura geográfica contribui de forma decisiva ao evidenciar como o espaço é produzido e apropriado de maneira desigual, reforçando a necessidade de políticas públicas que considerem a acessibilidade como elemento central do planejamento territorial. 

Biografia do Autor

  • Siméia Dias Santana Peres, Universidade Federal do Tocantins

    Siméia Dias Santana Peres é historiadora e pedagoga, mestra em Geografia pela UFT. Professora da Educação Básica da SEDUC/TO e SEMEG/Gurupi, com atuações no Ensino Especial e formação de professores.

  • Adão Francisco de Oliveira, Universidade Federal do Tocantins

    Adão Francisco de Oliveira é historiador, sociólogo, doutor e pós-doutor em Geografia e professor da Universidade Federal do Tocantins. Foi presidente da ANPEGE – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia e secretário de Estado no Tocantins nas áreas de: Educação; Cultura; e Igualdade Racial. É pesquisador do INCT Observatório das Metrópoles Núcleo Goiânia.

Publicado

2026-03-28

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