A ESCOLA COMO CAMPO DE DISPUTA MORAL: NEOPENTECOSTALISMO, ESCOLA SEM PARTIDO E PRODUÇÃO DE SENTIDOS EDUCATIVOS
Palavras-chave:
Neopentecostalismo; Laicidade escolar; Discursos político-religiososResumo
Este artigo analisa como discursos político-religiosos neopentecostais, articulados a atores do campo político institucional, atravessam o espaço escolar brasileiro e incidem sobre práticas pedagógicas, sentidos da docência e processos de subjetivação. A partir do crescimento da influência evangélica na esfera pública, especialmente após as eleições de 2018, investigam-se as relações entre conservadorismo moral, Teologia da Prosperidade e iniciativas como o Movimento Escola Sem Partido, que tensionam os princípios de laicidade, pluralidade e autonomia docente. Ancorado na Sociologia da Educação e na análise de discurso, o estudo compreende a escola como espaço de disputas simbólicas e políticas. Os resultados indicam que tais discursos reconfiguram o cotidiano escolar, produzindo conflitos, negociações e estratégias de resistência, afetando a experiência docente e o caráter democrático da educação pública.
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