A ESCOLA COMO CAMPO DE DISPUTA MORAL: NEOPENTECOSTALISMO, ESCOLA SEM PARTIDO E PRODUÇÃO DE SENTIDOS EDUCATIVOS

Autores

  • Iale Lauro Rezende Ferreira SEE-MG

Palavras-chave:

Neopentecostalismo; Laicidade escolar; Discursos político-religiosos

Resumo

Este artigo analisa como discursos político-religiosos neopentecostais, articulados a atores do campo político institucional, atravessam o espaço escolar brasileiro e incidem sobre práticas pedagógicas, sentidos da docência e processos de subjetivação. A partir do crescimento da influência evangélica na esfera pública, especialmente após as eleições de 2018, investigam-se as relações entre conservadorismo moral, Teologia da Prosperidade e iniciativas como o Movimento Escola Sem Partido, que tensionam os princípios de laicidade, pluralidade e autonomia docente. Ancorado na Sociologia da Educação e na análise de discurso, o estudo compreende a escola como espaço de disputas simbólicas e políticas. Os resultados indicam que tais discursos reconfiguram o cotidiano escolar, produzindo conflitos, negociações e estratégias de resistência, afetando a experiência docente e o caráter democrático da educação pública.

Biografia do Autor

  • Iale Lauro Rezende Ferreira, SEE-MG

    Graduado em Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Membro da Associação dos Geógrafos Brasileiros -l Belo Horizonte. Já foi monitor da disciplina Geografia Urbana (2016/2017) e bolsista do projeto PIPA (2016) e Imersão a Docência do Centro Pedagógico/UFMG (2018). Foi monitor de Geografia do Colégio Magnum Agostiniano ministrando aulas de reforço de Geografia. Ocupa, desde 2020 até atualmente, a função de Professor de Educação Básica no Estado de Minas Gerais. 

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Publicado

2026-05-10

Edição

Seção

Artigos