“NATURE GONE MAD. GENES GONE BAD. CHAOS”
AGÊNCIA E ESTRUTURA EM THE BALLAD OF SONGBIRDS AND SNAKES, DE SUZANNE COLLINS (2020)
Resumo
Embora algumas narrativas literárias apresentem personagens como herois que conseguem individualmente mudar a sociedade em que vivem, esta compreensão da questão da agência parece simplista. Em The Ballad of Songbirds and Snakes, de Suzanne Collins (2020), o protagonista Coriolanus Snow ganha um passado que explica como ele se tornou o presidente de Panem, a região na qual se passa a série The Hunger Games. Pensando sobre as escolhas (ou a falta delas) de Snow, este artigo busca investigar de que formas The Ballad of Songbirds and Snakes problematiza a questão da mudança social em termos de estrutura e agência pelo viés materialista da cultura. Com a finalidade de alcançar esse objetivo, foi elaborada uma pesquisa bibliográfico-exploratória e de abordagem qualitativa, tendo como base autorias como Adriana Facina (2004), Anthony Giddens e Philip Sutton (2017), Raymond Williams (1985; 2011), Antonio Candido (2006) e entre outros, utilizando as noções da crítica cultural e conceitos sociológicos como agência e estrutura. Os resultados indicam que Coriolanus Snow encarna uma contradição: ao mesmo tempo produto e produtor da estrutura por reproduzir a cultura dominante (2011) daquela sociedade.






