MÁSCARAS EM CIRCULAÇÃO
ESPAÇO, CORPO E MEMÓRIA EM IMAGENS DA PANDEMIA DA COVID-19
Resumo
Refletimos, neste artigo, sobre a utilização das máscaras na pandemia da Covid-19, tomando-as como um espaço em que se efetivam processos de subjetivação que regulam a relação do sujeito com os sentidos. A retomada dessas discursividades na atualidade projeta sentidos sobre os sujeitos na relação com a memória discursiva, que ainda significa as relações sociais sobre o uso das máscaras na pandemia e em pleno 2025. Elaboramos essa incursão teórica com base em pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso, a partir de Pêcheux (2009) e Orlandi (2007), interrogando a relação supostamente transparente atribuída aos diferentes usos das máscaras, em diferentes espaços e condições de produção de gestos de conformidade/desacordo com o que determinaram as medidas de proteção contra o coronavírus. Para tanto, analisamos imagens coletadas de notícias/reportagens, de pesquisa do google e de quadrinhos, que põem em visibilidade a inserção da máscara no cotidiano do brasileiro, interrogando pelos sentidos que esta peça/equipamento fez e tem feito circular, instalando relações de pertença, de (des)autorização. Nosso gesto de análise diz da importância da noção de interpretação, que insta o sujeito-leitor, usuário das máscaras, no contexto pandêmico, circunscrevendo sua tomada de posição pelas condições de produção dos modos de identificação que o sujeito acessa/pode acessar, produzindo seus efeitos na atualidade. Em outras palavras, tratou-se de tomarmos o funcionamento do discurso, com suas injunções inconscientes e ideológicas, redimensionado pelas condições atuais de produção da linguagem, no acontecimento discursivo possibilitado pela configuração da pandemia.






