EDUCAÇÃO, NEOLIBERALISMO E AS (IM)POSSIBILIDADES DOPENSAMENTO CRÍTICO
Resumo
Este artigo analisa de forma crítica os efeitos do neoliberalismo
na educação contemporânea, com foco nas consequências para a
formação humana e o pensamento crítico. A partir do aporte teórico de
autores como Maria Amália Andery, Christian Laval e Francis Vergne,
Francis Wolff, Marilena Chauí, Pierre Bourdieu, Theodor Adorno,
Chimamanda Adichie e Ildeu Coelho, esta reflexão examina como os
impactos da racionalidade técnica e da lógica de mercado têm
precarizado a formação, esvaziado o pensamento crítico e a dimensão
emancipatória do conhecimento, culminando numa educação voltada à
eficiência e à competitividade. Este texto também historiciza a transição
da sociedade analógica para a digital, marcada pela centralidade das
tecnologias, pela fragmentação e substituição das relações humanas por
algoritmos. Este artigo evidencia que sob a lógica da produtividade
capitalista, a educação deixa de ser espaço de pensamento reflexivo e
crítico para se tornar instrumento de conformação ou adaptação. A partir
da reflexão filosófica, este estudo pretende apontar caminhos possíveis
para resgatar o papel crítico e social da escola. Defende-se uma educação
que valorize a leitura, a cultura, a arte e as humanidades, e
principalmente, o pensamento crítico-reflexivo como potencial de
superação e resistência ao esvaziamento da formação humana.
Objetiva-se também argumentar que a educação deve formar sujeitos
conscientes, críticos, humanizados, e emancipados, e não apenas mão de
obra padronizada para o mercado, já que a educação é um ato político fundamental para a construção de uma sociedade justa, humana e
emancipada.






