EDUCAÇÃO, NEOLIBERALISMO E AS (IM)POSSIBILIDADES DOPENSAMENTO CRÍTICO

Autores

  • Michele Barros Souza Iucatan Universidade Estadual de Goiás

Resumo

Este artigo analisa de forma crítica os efeitos do neoliberalismo 
na educação contemporânea, com foco nas consequências para a 
formação humana e o pensamento crítico. A partir do aporte teórico de 
autores como Maria Amália Andery, Christian Laval e Francis Vergne, 
Francis Wolff, Marilena Chauí, Pierre Bourdieu, Theodor Adorno, 
Chimamanda Adichie e Ildeu Coelho, esta reflexão examina como os 
impactos da racionalidade técnica e da lógica de mercado têm 
precarizado a formação, esvaziado o pensamento crítico e a dimensão 
emancipatória do conhecimento, culminando numa educação voltada à 
eficiência e à competitividade. Este texto também historiciza a transição 
da sociedade analógica para a digital, marcada pela centralidade das 
tecnologias, pela fragmentação e substituição das relações humanas por 
algoritmos. Este artigo evidencia que sob a lógica da produtividade 
capitalista, a educação deixa de ser espaço de pensamento reflexivo e 
crítico para se tornar instrumento de conformação ou adaptação. A partir 
da reflexão filosófica, este estudo pretende apontar caminhos possíveis 
para resgatar o papel crítico e social da escola. Defende-se uma educação 
que valorize a leitura, a cultura, a arte e as humanidades, e 
principalmente, o pensamento crítico-reflexivo como potencial de 
superação e resistência ao esvaziamento da formação humana. 
Objetiva-se também argumentar que a educação deve formar sujeitos 
conscientes, críticos, humanizados, e emancipados, e não apenas mão de 
obra padronizada para o mercado, já que a educação é um ato político fundamental para a construção de uma sociedade justa, humana e 
emancipada. 

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Publicado

2025-12-26

Edição

Seção

Dossiê temático - Língua, literatura e ensino: prismas interculturais