SOBRE A CATEGORIA DE PROGRESSIVIDADE EM INGLÊS

UM ESTUDO BASEADO EM DADOS DE PRODUÇÃO ESPONTÂNEA

Autores

  • Matheus Gomes Alves Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

O objetivo geral deste trabalho é contribuir para o entendimento da categoria linguística de progressividade. O objetivo específico é investigar se a progressividade, enquanto categoria linguística, é uma morfologia (Comrie, 1976) ou realmente uma categoria aspectual (Cinque, 1999), a partir de dados de produção espontânea de sentenças do inglês americano com predicadores verbais temáticos finitos no presente simples. A hipótese adotada é de que o progressivo é apenas uma realização morfológica da imperfectividade. Justifica-se essa hipótese à luz da própria proposta de Comrie (1976), segundo a qual a morfologia progressiva seria apenas uma das formas de veiculação do aspecto continuativo. A metodologia consiste em uma reinterpretação qualitativa de dados secundários de XXX (2022) e XXX; Martins (2022), referentes à análise quantitativa de ocorrências do progressivo atrelado ao aspecto habitual, continuativo e prospectivo. A hipótese adotada foi refutada. Argumenta-se que o progressivo é um traço de natureza [-genérica], que pode, em inglês, ser gramaticalizado por meio de morfologia progressiva ou não progressiva. Entende-se que, no léxico funcional da língua inglesa, haveria uma informação acerca de qual traço poderia haver cumulação com combinação de tal morfologia. Neste caso, assume-se que haveria a informação de que apenas traços de natureza extensional poderiam ser combinados com tal morfologia.

Biografia do Autor

  • Matheus Gomes Alves, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Foi professor de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras Vernáculas, da UFRJ, de 2022 a 2024. Foi professor de Linguística, do Departamento de Linguística e Filologia, da UFRJ, de 2022 a 2024. É mestre em Linguística, pelo Programa de Pós-graduação em Linguística da Faculdade de Letras - UFRJ, pela linha Gramática na Teoria Gerativa. É doutorando em Linguística, pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística, da Faculdade de Letras - UFRJ. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Teoria e Análise Lingüística e em Gramática da Língua Inglesa. Atua no grupo de pesquisa Biologia da Linguagem, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com interesse em sintaxe cartográfica, advérbios e no ensino de português como língua materna.

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Publicado

2025-12-26

Edição

Seção

Dossiê temático - Língua, literatura e ensino: prismas interculturais